Portal - Home Page
Homilias
Tudo é Vaidade. Vanitas vanitatis.
Procure um Evento, Artigo ou Homilia
Tudo é Vaidade. Vanitas vanitatis.
Todos nós buscamos a segurança e a felicidade. Depositamos dinheiro para o fundo de pensão a fim de garantir uma velhice tranquila e em paz; pagamos seguro de vida, seguro do carro e casa contra roubos, incêndios e acidentes. Buscamos segurança e felicidade nas coisas materiais e nas pessoas. Imigramos aos Estados Unidos para ganhar dinheiro e ter um futuro melhor. Na nossa sociedade há também os que trabalham para amontoar riquezas e honras. Alguns vivem para viver. Colocam tudo em função da saúde. Outros, dominados pela cobiça e ambição exagerada não respeitam nem valores e nem pessoas para alcançar seus objetivos gananciosos. Constantemente buscamos segurança.
A primeira leitura do livro do Eclesiastes deste 18º. domingo fala dessa realidade e parece ter uma visão deprimente. “Todas as coisas, absolutamente todas são ilusão. Vanitas vanitatis”. Logo descreve as penas, a dor e o sofrimento na vida do homem sobre a terra. Um verdadeiro vale de lágrimas. Jesus no evangelho é sincero. Ao invés de mostrar simpatia com o cara que foi roubado pelo próprio irmão, conta a história de uma pessoa que amontoava riquezas só para si, esperando ter paz e tranquilidade e no preciso momento, Deus pede conta da sua vida. A história de Jesus parece dar um sentido trágico à existência humana.
O que Jesus quer nos ensinar é que buscar a felicidade e a segurança nas coisas materiais e mesmo nas pessoas, não deve ser o objetivo da nossa existência, porque elas não podem dar uma satisfação final e segura. Basta um ladrão, um fracasso nos negócios, o desemprego, uma doença, um furacão e lá se vai tudo para o brejo. Mesmo quem coloca a sua felicidade nas pessoas, pode ficar profundamente decepcionado. Tudo o que o mundo oferece não é suficiente.
Bem sabemos que, o verdadeiro sentido da vida não está na fartura de bens, que a importancia do ser humano não depende das requezas e que a esperança do coração humano não repousa numa conta bancária. A nossa vida não pode ser transformada num festival de ilusões que se desfazem ao primeiro sopro. Esta sabedoria é comum em todas as culturas por que é fruto da experiência humana. Ela forma parte da religião budista, da hebracia, como da Tradição Cristã. Todos temos consciência que no final, tudo passará nas mãos de outros enquanto partiremos sozinhos e com as mãs vazias. Essa preocupação por concentrar bens materiais nos impede de disfrutar a cada momento da nossa vida, de aprender a ser felizes na relação fraterna e na amizade porque sonhamos com um falso paraíso de um mero bem-estar econômico, às vezes de direitos sem deveres, que gera frustação, depressão, agressividade, vícios e mortes.
O pecado daquele homem da parábola de Jesus foi justamente acumular apenas para sí, sem agradecer a Deus e sem partilhar com os irmãos. E essa ganância exagerada torna-se causa de muitos males: brigas de famílias na divisão da herança; lutas para vencer o concorrente; fraude, injustiças, corrupção e assassinatos no desejo insaciável de mais riquezas.
É bom usufruir de uma vida confortável, graças ao progresso da tecnologia, tão necessária para todos; é justo lutar para eliminar as doenças; é bom poder contar com suficientes bens para gerar fontes de trabalho para o bem da família e da sociedade, mas não podemos esquecer que é somente uma contribuição à humanidade o que estamos fazendo, e que uma vez que tenhamos que partir somente levaremos conosco as boas obras que fizemos em favor do nosso próximo e na presença de Deus. O homem passa e junto com ele passa toda a sua glória terrena.
A fonte da vida está em Deus. E a vida eterna que esperamos não pode ser assegurada com as riquezas deste mundo e sim acumulando tesouros para Deus. O fundamento seguro é Deus e nele o dinheiro adquire outro sentido, ele deixa de ser instrumento de separação, de divisão e de injustiças e passa a ser instrumento de comunhão, de partilha, de amor. Não podemos perder de vista a eternidade, porque diante de Deus nos apresentaremos com as mãos cheias de boas obras ou com o coração vazio de amor. Não sejamos tão míopes que somente nos vemos a nós mesmos. Olhemos com amor para o próximo e para comunidade a fim de que todas as nossas obras tenham sabor à eternidade.
Convido a todos a repetir muitas vezes a oração do salmista:
- “Ensinai-nos Senhor a contar os nossos dias e dai ao nosso coração sabedoria. Saciai-nos pela manhã com vosso amor e exultaremos de alegria todo o dia”.
Pe. Scaravelli, c.s.
Testemunhos
Date: Jul 28, 2011
Padre, hj estou ouvindo pela internet sua novena, pois moro nos Estados Unidos. Quero falar ao Senhor que acabei de ouvir um testemunho que me identifiquei muito, pois desde quando comecei a ouvi-lo minha vida foi extremamente mudada pra melhor. Antes tinha muito depressao, e nao conseguia me enc...













