Portal Tema IV - Mariologia

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Palestrante: Pe. Carlos Anklan

O presente trabalho se resume numa compilação de textos do livro “Maria, toda de Deus e tão humana” de Afonso Murad. O livro é um texto base para o curso de Mariologia e nos orientará neste breve resumo.

O Estudo da Mariologia
Em primeiro lugar, veremos o estudo de Maria na sua relação com Jesus, como mãe-educadora e discípula. O estudo está centrado na pessoa de Jesus. Em segundo lugar está a perspectiva eclesial e eclesiológica. Ou seja, um estudo que ajude a Igreja a viver a fé no mundo de hoje e que relacione a sua pessoa com a comunidade dos seguidores de Jesus. Este estudo deve nos ajudar a crescer na espiritualidade. Sem dúvida uma das grandes dificuldades é conciliar a “Maria do céu”, que veneramos em nossas devoções, com a “Maria de Nazaré”, mulher concreta que foi a mãe de Jesus. Creio que hoje um dos desafios maiores está em resgatar a dimensão humana e existencial de Maria, articulando-a com sua condição atual de pessoa glorificada. Pois hoje se torna comum para muitas pessoas ver em Maria a “Santa”, que mais se parece com alguém que não passou por dificuldades humanas, como se ela tivesse vinda pronta do céu.

O primeiro milênio de nossa fé gestou uma reflexão sobre Maria no conjunto da fé cristã, não houve um estudo separado. A reflexão central estava em Jesus, na sua humanidade e divindade. Na Idade Média cresce a piedade marial. Tanto o Oriente (em uma rica iconografia mariana) como o Ocidente (pinturas e esculturas) revelam esta piedade. A Mariologia sistemática surge na Idade Moderna. A Reforma Protestante promove um corte radical na devoção aos santos, sobretudo Maria. Em reação, a contra-reforma católica retoma com mais vigor a figura de Maria e fortalece o culto a Maria separada da figura de Jesus. O termo “Mariologia” foi criado em 1602, por Plácido Nigido. Contra o Iluminismo se criou uma Mariologia devocional, de cunho afetivo. Nos séculos XVIII e XIX, a tendência dominante é de uma Mariologia triunfalista e maximalista dizendo que para Maria não há limites, nunca é demais exaltá-la. Foi neste contexto que foram declarados os dogmas da Imaculada Conceição (1854) e de Assunção (1950). Nos anos 60, com o Concílio do Vaticano II, pede-se uma maior centralidade na pessoa de Jesus, questionando uma visão de Maria desvinculada da Cristologia. O Concílio situou Maria no mistério de Cristo e da Igreja, e não num tratado à parte. Hoje vivemos as tensões entre a Mariologia de privilégios e aquela que reflete a pluralidade do mundo e de suas culturas.

Conceito de Mariologia
É a disciplina teológica que estuda o lugar de Maria no projeto salvífico da Trindade e sua relação com sua comunidade eclesial. A melhor Mariologia é aquela que nos ajuda a seguir a Jesus com mais empenho e a compreender melhor aquilo que cremos.

(Continua... - Texto completo disponível para download.)


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FE SILVA
Date: Jul 04, 2011


Venho através deste testemunhar o poder de Deus em minha vida. Meu casamento praticamente não existia mais, brigas , confusões e mais confusões. Apesar de ter um bebezinho e achar que as coisas estavam amenizando, estava errada. Pedi a Deus uma orientação por não estar mais suportando a si...
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